Apreensões batem recorde em Bangu após fim de revista 'vexatória'

Com o fim das revistas íntimas e o auxílio da tecnologia, o número de flagrantes no setor de revista do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, principal presídio do Rio de Janeiro, bateu recorde em 2015. Em 2014, 362 visitantes foram flagrados nos scanners — equipamentos de raio-x adotados para identificar irregularidades. O número subiu para 425 detidos no ano passado, sem contar com as apreensões de dezembro, ainda não computadas.

Mesmo com o uso de scanners na fiscalização, quem tenta levar algum material ilícito para dentro dos presídios usa das estratégias mais variadas para tentar burlar a fiscalização. Em entrevista ao G1, inspetores contaram alguns episódios que surpreenderam.

Com o fim das revistas íntimas no início de 2015, o emprego da tecnologia se fez necessário para ter eficiência nos flagrantes. O coordenador de segurança de Gericinó, Deiverson Costa, contou que a aliança entre o fim das revistas – consideradas vexatórias – e o emprego da tecnologia otimizou o trabalho da polícia e pôs fim ao constrangimento dos familiares de presos.

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