Ministério prorroga consulta pública sobre modelo de telecomunicações
(Reuters) - O Ministério das Comunicações prorrogou para 15 de janeiro o prazo da consulta pública para tratar de mudanças no atual modelo regulatório de telecomunicações do país.
As mudanças no modelo são consideradas pelo setor como necessárias para o processo da indústria de telecomunicações no Brasil e meio de solução para o endividamento da Oi, maior concessionária de telefonia fixa do Brasil.
O objetivo da consulta pública -- cujo prazo de encerramento inicial era quarta-feira -- é receber sugestões de empresas e de organizações da sociedade civil para discutir as mudanças ao modelo.
A principal alteração estudada refere-se às concessões de telefonia fixa. As operadoras pressionam o governo federal para que esse serviço saia do regime público, que prevê investimentos em universalização por parte das empresas. A ideia é transformá-lo em autorização, como ocorre com a telefonia celular, cujas metas de cobertura são menos rígidas.
Contudo, para que essa mudança ocorra, é necessário se chegar a um acordo sobre o valor dos chamados bens reversíveis, ativos indispensáveis à prestação do serviço de telefonia fixa que foram concedidos às empresas e têm que ser devolvidos à União. A Anatel não tem dados oficiais sobre o valor desses bens, mas especialistas estimam em cerca de 105 bilhões de reais.
Paralelamente, entidades de defesa da inclusão digital e dos direitos do consumidor pedem que a telefonia fixa seja substituída pela banda larga no regime público de concessão, de forma a ser universalizada e atingir regiões de menor interesse comercial.
As contribuições para a consulta pública vão subsidiar a atuação de um grupo de trabalho que foi criado pelo Ministério das Comunicações para propor mudanças nos modelos de concessão, segundo comunicado divulgado pelo ministério nesta terça-feira.
---------------
As mudanças no modelo são consideradas pelo setor como necessárias para o processo da indústria de telecomunicações no Brasil e meio de solução para o endividamento da Oi, maior concessionária de telefonia fixa do Brasil.
O objetivo da consulta pública -- cujo prazo de encerramento inicial era quarta-feira -- é receber sugestões de empresas e de organizações da sociedade civil para discutir as mudanças ao modelo.
A principal alteração estudada refere-se às concessões de telefonia fixa. As operadoras pressionam o governo federal para que esse serviço saia do regime público, que prevê investimentos em universalização por parte das empresas. A ideia é transformá-lo em autorização, como ocorre com a telefonia celular, cujas metas de cobertura são menos rígidas.
Contudo, para que essa mudança ocorra, é necessário se chegar a um acordo sobre o valor dos chamados bens reversíveis, ativos indispensáveis à prestação do serviço de telefonia fixa que foram concedidos às empresas e têm que ser devolvidos à União. A Anatel não tem dados oficiais sobre o valor desses bens, mas especialistas estimam em cerca de 105 bilhões de reais.
Paralelamente, entidades de defesa da inclusão digital e dos direitos do consumidor pedem que a telefonia fixa seja substituída pela banda larga no regime público de concessão, de forma a ser universalizada e atingir regiões de menor interesse comercial.
As contribuições para a consulta pública vão subsidiar a atuação de um grupo de trabalho que foi criado pelo Ministério das Comunicações para propor mudanças nos modelos de concessão, segundo comunicado divulgado pelo ministério nesta terça-feira.