Mercedes acusa ex-funcionário de fornecer dados sigilosos para Ferrari
Atual bicampeã de construtores da Fórmula 1, a Mercedes entrou com uma ação legal contra um ex-funcionário, o engenheiro Benjamin Hoyle. Segundo a equipe, ele teria tentado roubar dados sigilosos sobre o motor da escuderia para fornecer para a Ferrari, com o intuito de ajudar a equipe italiana a bater o time alemão na temporada 2016.
Hoyle estava na equipe desde 2012,e atuava como um dos líderes do grupo que comandava a performance dos motores do time. No início deste ano, ele avisou aos seus superiores que não continuaria na equipe em 2016. Segundo os advogados da Mercedes, Hoyle reuniu todos os dados secretos dos carros da equipe. Os advogados afirmam que estão tomando providências para proteger a propriedade intelectual dos funcionários atuais.
O caso lembra um escândalo ocorrido há oito anos. Em 2007, um ex-chefe dos mecânicos da Ferrari, Stepney foi acusado de tentar sabotar a equipe italiana ao repassar documentos confidenciais para a rival McLaren. O time, então chefiado por Jean Todt, levou o ex-funcionário à Corte de Modena após ter encontrado um misterioso pó branco no tanque de combustível dos carros de Felipe Massa e Kimi Raikkonen. O material também foi posteriormente detectado nos bolsos de uma calça do inglês.
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