Grande SP mantém alta no consumo de água e multa a 13% dos clientes

Pelo segundo mês seguido, os clientes da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) na Grande São Paulo e Região de Bragança Paulista tiveram o segundo maior aumento no consumo de água do ano. Segundo balanço divulgado pela empresa nesta quinta-feira (3), 21% consumiram mais do que a média, antes do início da crise hídrica. O mesmo ocorreu em outubro.

Desse total, 13% dos clientes tiveram que pagar multa. O índice é o mais alto desde o começo da cobrança de sobretaxa, em fevereiro. O restante dos clientes não foi multado porque consome o volume mínimo de 10 mil litros por mês, explicou a Sabesp.

Em fevereiro, 8% dos clientes receberam a conta com sobretaxa. Entre março e julho, o índice variou entre 10% e 11%, subiu para 12% em agosto e setembro, e aumentou novamente em outubro, quando chegou a 13%. O índice se manteve em novembro.

Por outro lado, 79% dos clientes reduziram o consumo, mas 67% tiveram efetivamente desconto na conta porque conseguiram economizar mais de 10% do que consumiam, em média, no período de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014, antes da crise.

No comunicado, a Sabesp faz um alerta sobre a importância da população continuar economizando água, mesmo com o período de chuva. A preocupação da companhia é tentar recuperar, de maneira gradual, o nível dos reservatórios após a estiagem  de 2014 que, segundo a empresa, foi a maior registrada em mais de 80 anos na Região Sudeste.

O Sistema Cantareira, que já foi o maior reservatório de São Paulo e o mais afetado pela crise, recebeu 197,6 milímetros de chuva neste mês, 23,1% acima da média histórica para novembro, que é de de 160,4 mm. O volume fica atrás apenas do verificado em 2009, quando a precipitação total no conjunto de represas, considerando os 30 dias do mês, foi de 237,6 mm.

Os seis sistemas que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo estão em situação mais favorável do que estavam em 2014, segundo a Sabesp. Se comparado 2015 (até novembro) com o mesmo período do ano passado, os mananciais tiveram acréscimo de 305,04 bilhões de litros de água, um aumento de 54,44%. A quantia corresponde a um terço do volume útil do Cantareira, que é de 982,07 bilhões de litros.

A companhia de abastecimento acredita que o Cantareira saia do volume morto até o fim de abril de 2016, quando começa o período de seca no estado de São Paulo. A probabilidade de isso ocorrer é de 97,6%. A estimativa leva em consideração dados históricos dos últimos 85 anos.

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