Game brasileiro do 'Lampião Verde' busca financiamento coletivo


Você certamente conhece o Lanterna Verde, aquele super-herói da DC Comics que, munido de um anel energético, consegue transformar seus pensamentos em objetos físicos reais. E se adicionarmos um tempero nordestino à fórmula? O resultado é o Lampião Verde.

O personagem nasceu como uma paródia circulando por fóruns da internet até se tornar uma figura conhecida em eventos para gamers, sendo fonte de inspiração para diversos cosplayers. Agora, um estúdio paraibano está desenvolvendo um game baseado no super-herói, e conta com uma campanha no site de financiamento coletivo Kickante para levá-lo às lojas.

"Lampião Verde - A Maldição da Botija" coloca o icônico cangaceiro brasileiro Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, em uma história que mistura fantasia, aventura e cultura nordestina. Rubem Medeiros, diretor do estúdio Narsvera, responsável pelo projeto, explica do que se trata o game em entrevista ao Olhar Digital.
Segundo ele, apesar do tom de paródia expresso no título, a temática é bem menos descompromissada do que parece. "Hoje, com o projeto estabelecido e em produção, é um jogo bastante sombrio e profundo. O Lampião é um velho moribundo que, ao resgatar uma botija mágica, ganha poderes e ao mesmo tempo uma maldição. Terá que enfrentar seu passado de malfeitos e se redimir de seus pecados para salvar o Sertão Profundo."

Para os que pouco conhecem o rico vocabulário nordestino, uma botija é uma espécie de vasilhame de barro. Já o Sertão Profundo é um ambiente criado para o jogo, onde vivem as criaturas místicas do folclore nordestino que vão atrapalhar a jornada do herói em busca de redenção. Como o game ainda está em fases iniciais de produção, não há vídeos de gameplay, mas já podemos conferir algumas artes conceituais do que o produto final nos reserva (logo abaixo).

As referências à cultura do sertão são inúmeras, incluindo manifestações de rua como os Bonecos de Olinda, Bois-bumbá e Caboclos de Lança, a fauna e a flora da região e uma trilha sonora composta por ritmos como baião e maracatu. A narrativa tem influência de autores como Elomar Figueira Mello, Ariano Suassuna, Augusto dos Anjos e do cineasta Glauber Rocha.
Reprodução

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