Em baixa no Brasileiro, palmeirenses citam falta de confiança e de atitude

Depois de perder por 2 a 0 para o Vasco, no último domingo, na arena, e ficar com chances apenas remotas de conseguir a última vaga do G-4 do Campeonato Brasileiro, os jogadores do Palmeiras se reuniram a portas fechadas ainda nos vestiários, logo após a partida.

Além de admitirem que a equipe passa por uma crise técnica, os jogadores ressaltaram a necessidade de uma evolução emocional para o time ter boas condições de enfrentar a reta final do Brasileirão e, principalmente, as finais da Copa do Brasil.

– A crise técnica é o que mais está atrapalhando. Todo mundo está sem confiança. (Contra o Vasco) achamos que seria diferente e foi horrível. Vamos novamente adquirir confiança, respeito... Tem de mudar, senão vai ser difícil – disse o meia Robinho.

– Na minha opinião, há tempos todo mundo treina as mesmas coisas. Muda técnico e vem outro, o treinamento físico é o mesmo, tático, técnico. O que faz a diferença é a parte mental. Mentalmente nós não estamos com uma atitude forte – completou Fernando Prass.

Para trabalhar mais intensamente com o grupo, o Palmeiras viaja para Atibaia na próxima quinta-feira, e permanece concentrado no interior paulista até a terça-feira, um dia antes da partida contra o Atlético-PR, em Curitiba, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro.

No último domingo, Robinho defendeu o trabalho de Marcelo Oliveira no Palmeiras e afirmou que o grupo precisa dividir mais a responsabilidade dentro de campo.

– O que precisa fazer é todos jogadores assumir a responsabilidade. Não deixar sempre para os mesmos. Tem de dividir um pouco. Não é só jogar nas costas do Marcelo e dos treinamentos. Ele tem fazendo de tudo para melhorar, mudando taticamente, ajeitando aqui e ali. Temos de continuar assim, com mais humildade para encarar as coisas – disse o meia.

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