Com novas faixas salariais e 24 atletas em fim de contrato, Bota planeja 2016

Em seu primeiro dia de trabalho no Botafogo, em dezembro passado, Antônio Lopes encontrou uma situação assustadora. O clube tinha não mais do que 10 jogadores para a disputa do Campeonato Carioca, que começaria em um mês. Com orçamento apertado, mas carta branca da presidência, o gerente de futebol foi ao mercado e comprou por atacado. Ao longo do ano, foram mais de 20 atletas trazidos na maioria sem custos ao clube que ajudaram o Alvinegro a cumprir o objetivo de retornar à elite do Brasileirão. Com a meta alcançada após a vitória sobre o Luverdense, o planejamento passa a ser outro. A ideia da diretoria é formar um elenco competitivo, que possa disputar o título da Série A e, para isso, de certa forma, vai abandonar a política do teto salarial. 
Renan Fonseca, Willian Arão e Navarro - BOTAFOGO (Foto: infoesporte)Renan Fonseca, Arão e Navarro. Com proposta do Flamengo, situação do volante é a mais complicada (Foto: infoesporte)


Beneficiado pelo aumento de cotas de televisão e empenhado em fechar contratos de patrocínio que não foram possíveis em 2015, o Botafogo tem planejado formar um elenco dividido em quatro faixas salariais. Por exemplo, quatro deles - incluindo o capitão Jefferson -, vão receber cerca de R$ 300 mil. Há ainda valores de aproximadamente R$ 150 mil, de R$ 80 mil a R$ 100 mil e até R$ 50 mil. Muitos deles, entretanto, não chegarão de cara. O clube pretende observar alguns nomes no Campeonato Carioca e buscar outros para o Brasileirão, de acordo com as necessidades técnicas e possibilidades econômicas.  O argentino Emiliano Vecchio, do Colo-Colo, é um dos principais alvos para comandar o meio-campo alvinegro na próxima temporada.
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