Brasileirão tem mais de um terço de seus jogadores com até 23 anos

Crise econômica, clubes endividados, necessidade de vender jogadores ou o potencial da nova geração. As razões são várias e podem mudar de acordo com o contexto, mas o fato é que a Série A dá espaço a jovens, e a prova disso está nos números. De acordo com levantamento feito pelo GloboEsporte.com, 690 jogadores já entraram em campo na competição, e 254 deles têm 23 anos ou menos.

O número corresponde a 36,8% do total. E surpreende até quem trabalha dentro do futebol, com formação de jogadores. Em uma comparação com 2014 (38,3%), houve uma pequena redução, dentro de uma margem natural de oscilação.

- É uma surpresa positiva, é bom saber que atletas jovens conseguem ter espaço nos profissionais. Isso nos dá uma condição ainda melhor de formar atletas - diz Klauss Câmara, diretor da base do Cruzeiro.

Klauss lembra também que, com o projeto de refinanciamento das dívidas, os clubes terão que investir no máximo 80% de seu orçamento no futebol profissional. Com isso, em tese, precisarão recorrer ainda mais às pratas da casa.

- A consequência disso será um aproveitamento ainda maior da base, e por isso a gestão terá que ser ainda mais profissional e melhorar a qualidade da formação.
Outros dirigentes concordam e afirmam que já veem esse processo acontecer atualmente, com a utilização cada vez maior de atletas jovens.

- Vemos muitos clubes fazendo reformulação, como Grêmio, Fluminense, Corinthians e São Paulo. O Santos retomou agora que o Dorival voltou. Eu acho que é uma tendência para o futuro esse aproveitamento de jogadores da base, até porque com a crise, esse investimento terá que acontecer. Por convicção ou por necessidade - analisa Jorge Macedo, gerente de futebol do Internacional.

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