Família pede, e time esconde morte de pai até atleta sair de jogo em série final

Foi o jogo mais longo em 112 anos da World Series, a final do principal campeonato de beisebol dos Estados Unidos. Foi a primeira vez que um brasileiro entrou e rebateu na disputa. Mas até a suada vitória do time da casa, o Kansas City Royals ficou em segundo plano diante do drama envolvendo Edinson Volquez. O pai do jogador morreu horas antes da partida, mas a família optou por não avisá-lo até que deixasse o campo do Kauffman Stadium. A audiência da televisão sabia, os torcedores nas arquibancadas sabiam, boa parte dos atletas também. Volquez não sabia e pôde se concentrar para colaborar com a vitória por 5 a 4 sobre o New York Mets.
A partida teria um total de 14 entradas, quando o normal são apenas nove. Volquez não participou de nenhuma das cinco extras. Foi substituído na sétima entrada e foi andando chateado até o vestiário. No caminho, o gerente geral dos Royals, Dayton Moore, estava esperando por ele.
O atleta foi acompanhado até o escritório do gerente Ned Yost e, lá, encontrou a esposa Roandry e suas duas filhas gêmeas de dois anos de idade. Foi neste momento que recebeu a notícia. Seu pai, Daniel, havia falecido horas antes na República Dominicana. Ele tinha 63 anos e sofria de uma doença no coração.
- Eu estava realmente o monitorando. Ele estava feliz, animado. Estava falando com todos os amigos, e tive certeza de que não sabia de nada. Era difícil saber o que eu sabia e ver a forma como ele estava competindo. Foi uma situação triste. Mas você faz o que a família te pede. Era muito especial para eles que Eddie estivesse ali jogando aquela partida – disse Yost.
beisebol Salvador Perez e Edinson Volquez (Foto: Reuters)








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