Sírios refugiados em igreja no Rio narram dramas e fugas da guerra
As histórias das fugas e os horrores do dia a dia da guerra civil na Síria se cruzam dentro de um abrigo montado para refugiados em uma paróquia em Botafogo, na Zona Sul do Rio. O G1 visitou a Casa de Apoio para Refugiados, montada pelo padre Alex Coelho Sampaio, nos fundos da igreja de São Sebastião. Atualmente, entre 16 refugiados, nove são sírios. Uma delas, Sandy, 25 anos, chegou sozinha ao Brasil há três meses. Os pais dela morreram na guerra e uma irmã está na Turquia.
O trabalho da igreja tem apoio da Cáritas Diocesana, responsável pela assistência aos refugiados no Rio, que tem apoio do Acnur (Alto Comissariado da ONU para os Refugiados) e do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), órgão vinculado ao Ministério da Justiça. Segundo a Cáritas, somente nos primeiros oito meses de 2015, o número de sírios no Rio de Janeiro dobrou em relação a todo o ano passado. Até o final de agosto eram 108, contra 46 em 2014. Segundo Diogo Félix, assessor de informação da Cáritas Rio, depois da foto do menino Aylan Kurdi, 3 anos, que morreu no mar da Turquia durante a fuga dos pais, o número de oferecimentos de voluntários para trabalhar na Cáritas deu um salto. Em uma semana, mais de 200 pessoas se ofereceram para trabalhar com refugiados.
O padre conta que os árabes convivem harmonicamente no mesmo espaço com uma família ucraniana e outra nigeriana. Todos recebem moradia e alimentação pelo período de três meses.
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O trabalho da igreja tem apoio da Cáritas Diocesana, responsável pela assistência aos refugiados no Rio, que tem apoio do Acnur (Alto Comissariado da ONU para os Refugiados) e do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), órgão vinculado ao Ministério da Justiça. Segundo a Cáritas, somente nos primeiros oito meses de 2015, o número de sírios no Rio de Janeiro dobrou em relação a todo o ano passado. Até o final de agosto eram 108, contra 46 em 2014. Segundo Diogo Félix, assessor de informação da Cáritas Rio, depois da foto do menino Aylan Kurdi, 3 anos, que morreu no mar da Turquia durante a fuga dos pais, o número de oferecimentos de voluntários para trabalhar na Cáritas deu um salto. Em uma semana, mais de 200 pessoas se ofereceram para trabalhar com refugiados.
O padre conta que os árabes convivem harmonicamente no mesmo espaço com uma família ucraniana e outra nigeriana. Todos recebem moradia e alimentação pelo período de três meses.
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