Segundo parlamentares, discussão sobre Orçamento deve ser longa e depende de mais cortes
(Reuters) - A discussão do Orçamento de 2016, com previsão de déficit primário, deve ser longa no Congresso e não há pressa entre lideranças para votar, mas parlamentares da base e da oposição defendem que caberá ao Executivo apontar novos cortes de gastos antes de levar adiante eventual aumento de tributos.
O governo enviou ao Congresso nesta semana uma proposta de Orçamento da União com previsão de déficit inédito de 30,5 bilhões de reais.
Segundo uma fonte do governo, a ideia era "abrir o debate" sobre a situação das contas com o Congresso, em vez de apresentar uma "carta de intenções" descolada da realidade.
"Até um tempo atrás o governo encaminhava para cá uma receita, o Congresso reestimava essa receita e com ela incluía novas despesas", disse o líder do governo na Comissão Mista de Orçamento (CMO) representando a Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS).
"À medida que o governo encaminha o Orçamento com um déficit, é natural que a receita não possa ser reestimada e isso obriga o Congresso a pensar o Orçamento a partir dessa realidade", acrescentou.
Segundo a presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), o debate sobre a lei orçamentária está apenas começando e deve se prolongar.
"Estamos conversando com os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, temos ouvido consultores legislativos... acho que é um debate que começa agora, mas vai se prolongar por uns dois, três meses", disse a senadora.
Para uma liderança da base governista no Senado, mesmo se o Executivo quiser levar adiante planos de aumentar a tributação para incrementar a receita, essa discussão só será possível se antes apresentar uma proposta convincente para cortar despesas.
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O governo enviou ao Congresso nesta semana uma proposta de Orçamento da União com previsão de déficit inédito de 30,5 bilhões de reais.
Segundo uma fonte do governo, a ideia era "abrir o debate" sobre a situação das contas com o Congresso, em vez de apresentar uma "carta de intenções" descolada da realidade.
"Até um tempo atrás o governo encaminhava para cá uma receita, o Congresso reestimava essa receita e com ela incluía novas despesas", disse o líder do governo na Comissão Mista de Orçamento (CMO) representando a Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS).
"À medida que o governo encaminha o Orçamento com um déficit, é natural que a receita não possa ser reestimada e isso obriga o Congresso a pensar o Orçamento a partir dessa realidade", acrescentou.
Segundo a presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), senadora Rose de Freitas (PMDB-ES), o debate sobre a lei orçamentária está apenas começando e deve se prolongar.
"Estamos conversando com os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, temos ouvido consultores legislativos... acho que é um debate que começa agora, mas vai se prolongar por uns dois, três meses", disse a senadora.
Para uma liderança da base governista no Senado, mesmo se o Executivo quiser levar adiante planos de aumentar a tributação para incrementar a receita, essa discussão só será possível se antes apresentar uma proposta convincente para cortar despesas.
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