Presos com passaporte falso na BA, sírios são proibidos de deixar Brasil
Desde que saiu da Síria com a família para fugir da guerra civil, a vida do funcionário público Hazem Alyounes, de 42 anos, mudou completamente. Após abandonar a casa para morar de aluguel com a mulher e os três filhos na Turquia, deixou os parentes e veio para o Brasil em busca de emprego. Como não encontrou trabalho, planejava ir para a Europa, mas foi preso antes de embarcar no aeroporto de Salvador junto com outros cinco conterrâneos com passaportes falsos, em março deste ano. Desde então, permanece na capital baiana sem poder retornar para casa, e a única forma de contato com a família é pelo celular.
Hazem e outros dois sírios - o comerciante Mehy Eddin Yousef e o farmacêutico Rami Saltouf - estão há quase seis meses abrigados na sala onde funciona a biblioteca do Centro Islâmico da Bahia, localizado no bairro de Nazaré. Eles ficaram na cadeia por quatro dias, mas foram soltos e, agora, aguardam decisão judicial em liberdade provisória, sem poderem sair do país. Os outros três imigrantes foram para o Rio de Janeiro.
Segundo a Polícia Federal, após a finalização do inquérito que envolve o flagrante dos sírios, o documento foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), mas retornou para que algumas diligências complementares solicitadas fossem realizadas. Ainda conforme a PF, as diligências estão sendo realizadas e, depois, o inquérito será remetido novamente ao MPF. Em contato com o G1, o Ministério informou que aguarda o retorno do inquérito após as diligências por parte da PF.
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Hazem e outros dois sírios - o comerciante Mehy Eddin Yousef e o farmacêutico Rami Saltouf - estão há quase seis meses abrigados na sala onde funciona a biblioteca do Centro Islâmico da Bahia, localizado no bairro de Nazaré. Eles ficaram na cadeia por quatro dias, mas foram soltos e, agora, aguardam decisão judicial em liberdade provisória, sem poderem sair do país. Os outros três imigrantes foram para o Rio de Janeiro.
Segundo a Polícia Federal, após a finalização do inquérito que envolve o flagrante dos sírios, o documento foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), mas retornou para que algumas diligências complementares solicitadas fossem realizadas. Ainda conforme a PF, as diligências estão sendo realizadas e, depois, o inquérito será remetido novamente ao MPF. Em contato com o G1, o Ministério informou que aguarda o retorno do inquérito após as diligências por parte da PF.
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