Países do Leste europeu, Dinamarca e Finlândia recusam sistema de cotas
Os países do grupo de Visegrado - Hungria, Polônia, República Tcheca e Eslováquia - recusaram as cotas de migrantes propostas pela União Europeia (UE), disse hoje (11), em Praga, o chefe da diplomacia tcheca, Lubomir Zaoralek.
Os países que vão receber os migrantes "devem ter o controle sobre o número de refugiados que estão dispostos a aceitar e em seguida oferecer-lhes apoio", disse Zaoralek à imprensa, ao final de um encontro com chanceleres do grupo de Visegrado e o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Frank-Walter Steinmeier.
Após adesão à UE em 2004, com o apoio declarado de Berlim, os quatro países desafiam hoje a chanceler alemã, Angela Merkel, que pretende implantar uma política de cotas de refugiados em nome dos princípios fundadores do bloco europeu.
"Se concordamos na descrição da situação [...], devíamos estar unidos sobre o fato de que um tal desafio não pode ser gerido por um único país. Precisamos de solidariedade europeia", disse Steinmeier, ao final da reunião sobre a crise migratória, que definiu como "talvez o maior desafio da história da UE".
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