Moradores de povoado se equilibram em cabos de aço por falta de ponte
Moradores do povoado de Limoeiro, em Vitória da Conquista, região sudoeste da Bahia, sofrem com a falta de uma ponte na localidade. Para chegar em casa, a população precisa atravessar dois rios por acessos improvisados. Além dessa situação, o povoado não tem posto de saúde e a única escola tem apenas uma sala de aula que está em condições precárias.
São trinta e cinco quilômetros para chegar até o povoado do Limoeiro. O acesso é pela BA-263, logo depois da Serra do Marçal. A primeira barreira que os moradores encontram para chegar ao povoado é passar pelo rio Periquito. Para atravessar, foi improvisada uma passagem. Porém, os moradores relatam que quando chove a água toma todo o espaço e não tem como passar pelo local.
"Além dos rios, é longe o ponto também. É muito difícil. Eu já quase fui 'carregada' [pelo rio] quando estudava. Eu desisti dos estudos por causa dos rios", relata a lavradora Jocineide Silva, que se equilibra com a filha de dez meses no colo para atravessar a "ponte" improvisada.
Em outro ponto do povoado passa o outro rio, o Verruga. Para atravessar é preciso passar pela água. Em dias de chuva, o rio sobe e a única alternativa para os moradores é passar por um acesso improvisado com cabos de aço.
Além de balançar, segundo os moradores, em alguns pontos do acesso não há onde apoiar os pés com segurança e é preciso andar sobre o fio. "É muito complicado passar aí. Se a pessoa não tiver coragem, não passa não", disse o vaqueiro Claudinei.
São cerca de trinta famílias que vivem no povoado do Limoeiro. As casas ficam nos morros. São muitos os problemas enfrentados pela comunidade. O posto de saúde mais próximo fica no povoado do Capinal, há cerca de 20 quilômetros do Limoeiro, segundo os moradores.
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São trinta e cinco quilômetros para chegar até o povoado do Limoeiro. O acesso é pela BA-263, logo depois da Serra do Marçal. A primeira barreira que os moradores encontram para chegar ao povoado é passar pelo rio Periquito. Para atravessar, foi improvisada uma passagem. Porém, os moradores relatam que quando chove a água toma todo o espaço e não tem como passar pelo local.
"Além dos rios, é longe o ponto também. É muito difícil. Eu já quase fui 'carregada' [pelo rio] quando estudava. Eu desisti dos estudos por causa dos rios", relata a lavradora Jocineide Silva, que se equilibra com a filha de dez meses no colo para atravessar a "ponte" improvisada.
Em outro ponto do povoado passa o outro rio, o Verruga. Para atravessar é preciso passar pela água. Em dias de chuva, o rio sobe e a única alternativa para os moradores é passar por um acesso improvisado com cabos de aço.
Além de balançar, segundo os moradores, em alguns pontos do acesso não há onde apoiar os pés com segurança e é preciso andar sobre o fio. "É muito complicado passar aí. Se a pessoa não tiver coragem, não passa não", disse o vaqueiro Claudinei.
São cerca de trinta famílias que vivem no povoado do Limoeiro. As casas ficam nos morros. São muitos os problemas enfrentados pela comunidade. O posto de saúde mais próximo fica no povoado do Capinal, há cerca de 20 quilômetros do Limoeiro, segundo os moradores.
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