Com dólar em alta, gastos no exterior caem 46%, mostra Banco Central
O dólar caro está fazendo os brasileiros puxarem o freio nos gastos feitos no exterior. Essas despesas caíram 46,2% em agosto, em comparação com o mesmo mês do ano passado, Segundo dados divulgados nesta terça-feira (22) pelo Banco Central.
O valor, de US$ 1,26 bilhão, é o menor para meses de agosto desde 2009 – naquele ano, os brasileiros gastaram US$ 915 milhões lá fora. Em agosto de 2014, essas despesas somaram R$ 2,35 bilhões,
A queda de despesas no exterior acontece em um ano no qual o dólar tem registrado forte alta. No mês passado, a moeda norte-americana subiu 5,91%, para R$ 3,68. Na parcial dos oito primeiros meses de 2015, o dólar teve alta de 36,42%. Nesta terça-feira, a moeda norte-americana já opera acima de R$ 4 – o maior valor já registrado.
O dólar mais alto encarece as passagens e os hotéis cotados em moeda estrangeira, além dos produtos comprados lá fora. A valorização da moeda norte-americana também encarece os gastos com cartões de crédito e débito no exterior – que sofrem a incidência, ainda, do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) de 6,38%.
Ao mesmo tempo, outros fatores também têm diminuído a renda das famílias, como a alta da inflação e de tributos, como aqueles sobre gasolina, empréstimos, cosméticos e bebidas, por exemplo. O nível de endividamento das famílias está elevado neste ano. Além disso, os juros bancários também estão em níveis historicamente elevados.
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O valor, de US$ 1,26 bilhão, é o menor para meses de agosto desde 2009 – naquele ano, os brasileiros gastaram US$ 915 milhões lá fora. Em agosto de 2014, essas despesas somaram R$ 2,35 bilhões,
A queda de despesas no exterior acontece em um ano no qual o dólar tem registrado forte alta. No mês passado, a moeda norte-americana subiu 5,91%, para R$ 3,68. Na parcial dos oito primeiros meses de 2015, o dólar teve alta de 36,42%. Nesta terça-feira, a moeda norte-americana já opera acima de R$ 4 – o maior valor já registrado.
O dólar mais alto encarece as passagens e os hotéis cotados em moeda estrangeira, além dos produtos comprados lá fora. A valorização da moeda norte-americana também encarece os gastos com cartões de crédito e débito no exterior – que sofrem a incidência, ainda, do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) de 6,38%.
Ao mesmo tempo, outros fatores também têm diminuído a renda das famílias, como a alta da inflação e de tributos, como aqueles sobre gasolina, empréstimos, cosméticos e bebidas, por exemplo. O nível de endividamento das famílias está elevado neste ano. Além disso, os juros bancários também estão em níveis historicamente elevados.
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