Suécia arquiva parte das acusações contra fundador do Wikileaks
O Ministério Público da Suécia anunciou hoje que arquivou o processo em que o fundador do Wikileaks, Julian Assange, era acusado de agressão sexual por duas cidadãs suecas. O motivo do arquivamento foi a prescrição dos crimes alegados, conforme adiantado ontem aqui no Olhar Digital.
Um outro processo, no qual Assange é acusado de violação, ainda está aberto e só prescreve em agosto de 2020. O fundador do Wikileaks está refugiado na embaixada do Equador no Reino Unido desde junho de 2012, depois de esgotados todos os recursos que apresentou contra o mandado de detenção da Suécia emitido em novembro de 2010.
O australiano, de 44 anos, nega as acusações e se recusa a ir para Estocolmo, temendo ser extraditado para os Estados Unidos, onde querem julgá-lo pela divulgação de milhares de documentos diplomáticos e militares confidenciais.
Assange e a procuradora Marianne Ny estão se acusando mutuamente por não ter havido, até o momento, nenhuma audiência. O australiano disse que está extremamente desiludido, uma vez que não pode dar a sua versão dos fatos, e reiterou que as relações sexuais com as suecas que o acusaram foram consentidas.
Por outro lado, a procuradora firmou que Assange tem se recusado a responder às convocações da Justiça sueca.
Via Agência Brasil.