'Parece que morri na praia', diz estudante de medicina sem Fies
Voltar a estudar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) parece ser uma das poucas saídas para a recém-aprovada em medicina Isabella Marinelli, de 19 anos. Sem ter conseguido um contrato de financiamento pelo Fundo de Investimento Estudantil (Fies), ela é uma das estudantes que não poderão arcar com os custos mensais de mais de R$ 6 mil.
"Parece que morri na praia. O mais difícil é entrar. Depois de entrar ter o sonho parado assim é complicado. A faculdade parece que vai dar um desconto. Mais da metade da sala precisa do Fies e ele não saiu", comenta a jovem.
Isabela e as colegas ficaram de fora da lista de selecionados para o Fies do segundo semestre. O programa do governo federal vai beneficiar 61,5 mil alunos.
No primeiro semestre, 178 mil alunos tentaram, sem sucesso, firmar contrato com o Fies, segundo o Ministério da Educação (MEC). O número de candidatos que ficaram de fora nesta segunda edição de 2015 do programa ainda não foi divulgado.
Para Isabela, o esforço virou parte da estatística. Natural de Santa Cruz do Rio Pardo, interior de São Paulo, ela fez mais de um ano de cursinho e conseguiu passar no vestibular do meio de ano da Universidade Nove de Julho (Uninove) - Campus Vergueiro, no curso de medicina.
Confiante de que conseguiria o Fies, já que escolheu uma das carreiras priorizadas pelo programa, Isabella ficou surpresa quando viu que seu curso, apesar de ter nota 4 no Enade, não estava entre os com possibilidade de financiamento.
"No ano passado, passei no vestibular da Faculdade de Medicina de Itajubá, em Minas Gerais, mas eu queria São Paulo. Minas é muito longe pra mim. Lá, eu também achava que teria mais dificuldade pra conseguir o Fies. Em São Paulo, achava que era mais garantido. Pensei que não teria problemas, mas não foi o que aconteceu. Meu curso é nota 4 e não teve vagas, outros com avaliação pior tiveram", disse a estudante.
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"Parece que morri na praia. O mais difícil é entrar. Depois de entrar ter o sonho parado assim é complicado. A faculdade parece que vai dar um desconto. Mais da metade da sala precisa do Fies e ele não saiu", comenta a jovem.
Isabela e as colegas ficaram de fora da lista de selecionados para o Fies do segundo semestre. O programa do governo federal vai beneficiar 61,5 mil alunos.
No primeiro semestre, 178 mil alunos tentaram, sem sucesso, firmar contrato com o Fies, segundo o Ministério da Educação (MEC). O número de candidatos que ficaram de fora nesta segunda edição de 2015 do programa ainda não foi divulgado.
Para Isabela, o esforço virou parte da estatística. Natural de Santa Cruz do Rio Pardo, interior de São Paulo, ela fez mais de um ano de cursinho e conseguiu passar no vestibular do meio de ano da Universidade Nove de Julho (Uninove) - Campus Vergueiro, no curso de medicina.
Confiante de que conseguiria o Fies, já que escolheu uma das carreiras priorizadas pelo programa, Isabella ficou surpresa quando viu que seu curso, apesar de ter nota 4 no Enade, não estava entre os com possibilidade de financiamento.
"No ano passado, passei no vestibular da Faculdade de Medicina de Itajubá, em Minas Gerais, mas eu queria São Paulo. Minas é muito longe pra mim. Lá, eu também achava que teria mais dificuldade pra conseguir o Fies. Em São Paulo, achava que era mais garantido. Pensei que não teria problemas, mas não foi o que aconteceu. Meu curso é nota 4 e não teve vagas, outros com avaliação pior tiveram", disse a estudante.
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