Para UE, aumento da violência no leste da Ucrânia viola acordos de paz
O aumento dos ataques contra regiões do leste da Ucrânia controladas pelo governo violam o acordo de paz assinado em fevereiro com os separatistas pró-russos, avaliou nesta terça-feira a União Europeia (UE).
"A nova escalada do conflito (...), como resultado dos ataques contra várias áreas atualmente controladas pelo governo, assim como o registrado na noite de 10 de agosto em Starohnativka, viola o espírito e o texto dos acordos em Minsk", indicou o Serviço Europeu de Ação Externa da UE em um comunicado, referindo-se ao acordo assinado meses atrás.
A diplomacia da UE também condenou um ataque incendiário no domingo a veículos blindados pertencentes a monitores da OSCE, assim como o fato de os monitores terem sido resgatados no meio de um fogo-cruzado em Shchastya e Shyrokyne.
Esses incidentes "colocam em risco o papel crucial que a SMM (Missão Especial de Monitoramento da OSCE) desempenha no monitoramento e verificação da implementação dos acordos de Misk", criticou.
O número de ataques a observadores da OSCE tem aumentado nas últimas semanas no leste da Ucrânia, onde o conflito entre as tropas do governo e os separatistas pró-russos deixou mais de 6.800 mortos em 15 meses.
A UE não culpou explicitamente os rebeldes no comunicado e renovou seu pedido de pleno respeito ao cessar-fogo e a uma genuína retirada de armas pesadas, segundo os termos do acordo de paz, salientando que o documento "é a base para uma solução sustentável do conflito no pleno respeito à independência, à soberania e à integridade territorial da Ucrânia".
Em Kiev, o exército ucraniano ameaçou nesta terça-feira responder "por todos os meios" aos disparos com foguetes de tipo Grad lançados pelos rebeldes no setor de Mariupol, última grande cidade desta região controlada pelo governo, onde três pessoas morreram nas últimas 24 horas.
Também nesta terça, desde Haia, foi informado que os investigadores da queda do voo MH17 da companhia Malaysia Airlines afirmaram que identificaram "possíveis" partes de um míssil BUK de fabricação russa no leste da Ucrânia, onde caiu a aeronave em julho de 2014.
Os investigadores internacionais e holandeses investigam "várias partes possivelmente procedentes de um míssil BUK terra-ar", disseram em um comunicado conjunto da promotoria e dos serviços de segurança holandeses.
"Estas partes foram encontradas durante uma missão anterior de recuperação no leste da Ucrânia, e estão em posse da equipe de investigação criminal MH17 e da Junta de Segurança Holandesa" (OVV), afirma o texto.
Dois terços das vítimas desta tragédia aérea eram holandesas, de modo que a Holanda se encarregou de coordenar a investigação sobre as causas da queda, assim como da investigação penal e da missão de repatriação dos corpos.
Fonte: Yahoo
