Nixon tenta superar drama de grave lesão: "A cena não sai da cabeça"
Os 23 anos de vida ainda não foram suficientes para transformar Nixon num atleta experiente, mas o drama profissional vivido por ele em 2015 está fazendo-o, na marra, dar um salto de maturidade tanto como jogador quanto como pessoa. Há um mês, quando se recuperava de cirurgia no tendão patelar do joelho esquerdo realizada em março para corrigir um problema congênito, o atacante sofreu ruptura do mesmo tendão, desta vez uma lesão bem mais grave, e teve de passar por nova operação que o fará retornar aos jogos do Flamengo somente no ano que vem. Após meses de academia e fisioterapia e alguns trabalhos leve no campo, fez o primeiro treino com bola num nível um pouco maior de intensidade. No primeiro chute a gol ocorreu a lesão.
- A cena não sai da cabeça. No dia eu tinha feito academia, normal, e fui fazer trabalho no campo. Fiz coisas normais, de coordenação, que todo mundo faz. Já vinha fazendo isso. Nesse dia eu fiz esse trabalho e fui fazer um joguinho com aqueles golzinhos pequenos. Depois fomos para o gol grande com os juniores. Não tem como alguém prever algo, a perna estava forte. Eu estava mais cansado do que os outros, porque era muito tempo sem fazer aquilo, e o passe saía mais fraco, o que é normal. A lesão foi num lance em que dominei a bola e automaticamente pensei em chutar para o gol. Quando chutei, rompeu o tendão. Já caí gritando. Dominei, coloquei de lado e chutei, lance normal. Creio que tenha sido o apoio da perna. Não sei explicar. Nunca imaginava. Coloquei a mão no joelho e todos pediram para eu ter calma. A pressão na hora baixou um pouco e passei mal. O carrinho me pegou e me levou até o Dr. Márcio Tannure, que disse na mesma hora que poderia ter rompido - contou.
O problema de Nixon vem desde criança e é no tendão dos dois joelhos, mas somente um precisou de cirurgia. Desde o ano passado, o atacante sente queimação no joelho esquerdo, mas tratava e conseguia jogar. Piorou no fim do ano, e a operação ocorreu após a disputa de oito jogos em 2015, quando ele não suportava mais as dores. Primeiro, passou por processo de raspagem e retirou um pedaço de osso que incomodava, para liberar o tendão. Na segunda cirurgia, teve de refazer o tendão rompido. Nesse meio tempo, outra preocupação: um quadro de falta de ar fez com que Nixon fosse submetido a uma bateria de exames, mas felizmente não passou de um susto. Com muita fé, ele está firme na recuperação. Apesar de ficar boa parte do tempo com a perna esquerda imobilizada, já largou as muletas e está em processo de ganhar o arco de movimento do joelho. Nixon trabalha a questão da ansiedade e está confiante de que voltará com tudo. E sem medo.
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- A cena não sai da cabeça. No dia eu tinha feito academia, normal, e fui fazer trabalho no campo. Fiz coisas normais, de coordenação, que todo mundo faz. Já vinha fazendo isso. Nesse dia eu fiz esse trabalho e fui fazer um joguinho com aqueles golzinhos pequenos. Depois fomos para o gol grande com os juniores. Não tem como alguém prever algo, a perna estava forte. Eu estava mais cansado do que os outros, porque era muito tempo sem fazer aquilo, e o passe saía mais fraco, o que é normal. A lesão foi num lance em que dominei a bola e automaticamente pensei em chutar para o gol. Quando chutei, rompeu o tendão. Já caí gritando. Dominei, coloquei de lado e chutei, lance normal. Creio que tenha sido o apoio da perna. Não sei explicar. Nunca imaginava. Coloquei a mão no joelho e todos pediram para eu ter calma. A pressão na hora baixou um pouco e passei mal. O carrinho me pegou e me levou até o Dr. Márcio Tannure, que disse na mesma hora que poderia ter rompido - contou.
O problema de Nixon vem desde criança e é no tendão dos dois joelhos, mas somente um precisou de cirurgia. Desde o ano passado, o atacante sente queimação no joelho esquerdo, mas tratava e conseguia jogar. Piorou no fim do ano, e a operação ocorreu após a disputa de oito jogos em 2015, quando ele não suportava mais as dores. Primeiro, passou por processo de raspagem e retirou um pedaço de osso que incomodava, para liberar o tendão. Na segunda cirurgia, teve de refazer o tendão rompido. Nesse meio tempo, outra preocupação: um quadro de falta de ar fez com que Nixon fosse submetido a uma bateria de exames, mas felizmente não passou de um susto. Com muita fé, ele está firme na recuperação. Apesar de ficar boa parte do tempo com a perna esquerda imobilizada, já largou as muletas e está em processo de ganhar o arco de movimento do joelho. Nixon trabalha a questão da ansiedade e está confiante de que voltará com tudo. E sem medo.
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