Evento-teste mostra por que é preciso fechar espaço aéreo nas Olimpíadas

As regatas desta quarta-feira do evento-teste da vela para os Jogos Olímpicos mostraram o quanto será importante o fechamento do espaço aéreo da Baía de Guanabara durante a competição em agosto de 2016, onde ficam o aeroporto Santos Dumont e metade das seis raias.   
Durante a prova da RS:X masculina, prancha a vela e classe olímpica mais leve, um avião em rota de aterrissagem no aeroporto passou por cima da regata. Alguns atletas aproveitaram a rajada e aumentaram a velocidade em até cinco vezes. Outros acabaram derrubados na água. O representante brasileiro da classe, Ricardo Winicki, o Bimba, ficou no meio termo. Tentou aproveitar o embalo, mas não conseguiu. 

- Um vento que está a 3 nós (5,6 km/h) passa para 15 nós (28 km/h). Só que a rajada não pega para todo mundo. A regata foi atrapalhada. Não muda, mas influencia - disse Bimba, que se classificou para a medal race, a regata da medalha, em oitavo lugar. 
Aeroporto Santos Dumont fica próximo do local de competições (Foto: Thierry Gozzer)Aeroporto Santos Dumont fica próximo do local de competições (Foto: Thierry Gozzer)



Mas o principal motivo para o fechamento do espaço aéreo é a transmissão da competição, feita por helicópteros. Na reunião de inspeção do Comitê Olímpico Internacional (COI), na semana passada, a entidade pediu para que a operação fosse realizada já para o evento-teste, mas o governo federal não autorizou, o que causou tensão entre integrantes da entidade e do governo federal. Ainda não estão definidas quantas horas por dia o espaço aéreo será fechado. As regatas da vela serão disputadas entre 8 e 18 de agosto. Companhias aéreas já estudam a transferência de seus voos para o aeroporto internacional Tom Jobim. 

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