Economia terá retração de 1,8% em 2015
A medida que os meses de 2015 vão passando, as previsões sobre a economia brasileira para este ano pioram. A expectativa de retração do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para este ano foi alterada de 1,76% para 1,8% no Relatório de Mercado Focus. Há cerca de um mês, mediana das previsões estava negativa em 1,5%. Em grave crise financeira, o governo se vê encurralado para tomar decisões que tragam de volta o ritmo de crescimento do país.
A previsão de recuperação da economia brasileira para 2016 também não apresenta números animadores. Há cerca de um mês a perspectiva é que o PIB em 2016 tivesse uma alta de apenas 0,5%. Já no relatório mais recente, este índice foi reduzido para 0,2%.
Apesar de também ter alterado para pior sua projeção, de retração de 0,6% para queda de 1,1%, o Banco Central segue mais otimista que o mercado. Em junho, no Relatório Trimestral de Inflação, o órgão financeiro informou que a mudança ocorreu em função de piora nas projeções referentes a indústria, cuja projeção de PIB recuou de -2,3% para -3%.
De acordo com o Banco Central, tal piora foi influenciada por impactos das reduções previstas para a indústria de transformação e para a distribuição e produção de água, gás e eletricidade. Isso refletiu no cenário econômico, aumentando a participação de termoelétricas na oferta de energia elétrica e de redução do consumo de água no primeiro trimestre do ano. Já para o setor de serviços, o BC, que até o mês de março via ligeira expansão de 0,1% em 2015, passou a prever queda de 0,8%.
No boletim Focus divulgado essa semana, a previsão para a produção industrial continuou em baixa e 5%. Este índice continua estável há três semanas. Já para o próximo ano, a mediana das previsões segue em alta de 1,3%, uma leve queda em relação aos 1,35% de um mês antes.
A projeção dos analistas para a relação entre dívida líquida do setor público e o PIB é que o ano deve encerrar em 37%, como já apontado na semana anterior. Para o próximo ano, a previsão é de 38,5%.