Árbitros discutem greve, mas mantêm rodada do Brasileiro no fim de semana

Após o protesto simbólico desta quarta-feira antes das sete partidas válidas pela Série A do Brasileiro, os sindicatos de arbitragem nos 26 estados mais o Distrito Federal realizam assembleias gerais nesta quinta-feira para debater a possibilidade de greve que interromperia as quatro principais divisões do futebol no país. As duas iniciativas são uma resposta ao veto do pagamento do direito de arena pela presidente Dilma Rousseff ao sancionar a Medida Provisória 671 (MP do Futebol), que refinancia as dívidas dos clubes, estimadas em R$ 4 bilhões, em troca de uma gestão mais profissional e maior rigor na punição dos dirigentes corruptos.

Tal item garante aos árbitros o repasse de 0,5% dos valores de transmissão da TV. Todas as assembleias estão marcadas para começar às 19h30 (horário de Brasília). A previsão é que o resultado seja divulgado por volta das 21h. Mesmo que uma paralisação seja aprovada, o presidente da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf), Marco Antônio Martins, afirmou que a rodada do próximo fim de semana nas Séries A, B, C e D não sofrerá nenhuma alteração.
- A rodada do fim de semana nas Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro está garantida, pois a escala de arbitragem já sai na tarde desta quinta-feira e a gente não quer atrapalhar ninguém. Para o fim de semana está tudo mantido. Se tiver que ocorrer alguma paralisação, vamos comunicar com a devida antecedência para que ninguém seja prejudicado.

O presidente da Anaf acredita num grande comparecimento dos árbitros e assistentes. Segundo ele, a manifestação da última quarta-feira foi muito importante para o movimento. Na ocasião, os quartetos de arbitragem das sete partidas válidas pela 18ª rodada fizeram um minuto de silêncio no centro do campo e levantaram a placa que indica substituições com os números zero e cinco, em referência ao item da MP do Futebol vetado pelo poder executivo sobre o direito de arena. A única exceção foi na partida entre Internacional e Fluminense, no Beira-Rio, onde apareceu o número da Medida Provisória (671) para não parecer provocação ao clube gaúcho, que vinha de derrota por 5 a 0 para o arquirrival Grêmio.

Leia mais no GloboEsporte

Tecnologia do Blogger.