Único no país, laboratório do Timão recupera estrelas e vira aliado de Tite
É em um cantinho quase escondido do CT Joaquim Grava que o
Corinthians guarda um de seus grandes segredos para dar suporte aos técnicos e
brigar por títulos nos últimos anos. Numa mistura de ciência, curiosidade e tecnologia,
o Timão desenvolveu um laboratório de biomecânica capaz de preparar e monitorar
cada passo de seus jogadores dentro de campo e tentar evitar que sofram lesões mais graves (assista no vídeo acima).
O pai da ideia é o fisioterapeuta Bruno Mazziotti, integrante da comissão técnica permanente do clube desde a contratação de Ronaldo, em 2009. Marcado pelas seguidas lesões durante a carreira, o Fenômeno foi um dos incentivadores do projeto e até dá nome a ele: "Laboratório Corinthians R9" – ele participou da inauguração em fevereiro.
Bruno Mazziotti e Ronaldo conversam durante inauguração do "Lab R9" (Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians)
Bruno Mazziotti chefia uma equipe de cinco pessoas responsáveis por fazer varreduras
frequentes no elenco. As análises vão desde o tempo de reação a
determinadas situações de jogo ao posicionamento dos pés no momento de um
chute. Nada escapa, nem mesmo os músculos mais desgastados, detectados por uma
câmera termográfica. O processo começa na pré-temporada e se estende ao longo
do ano, durante as competições, conforme as necessidades do técnico Tite e
do preparador físico Fábio Mahseredjian.
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O pai da ideia é o fisioterapeuta Bruno Mazziotti, integrante da comissão técnica permanente do clube desde a contratação de Ronaldo, em 2009. Marcado pelas seguidas lesões durante a carreira, o Fenômeno foi um dos incentivadores do projeto e até dá nome a ele: "Laboratório Corinthians R9" – ele participou da inauguração em fevereiro.
O Timão apostou em
parcerias para equipar o local com o que
há de mais moderno no mercado. O clube realizou diversas permutas,
recebendo
equipamentos e fornecendo publicidade nas paredes do centro de
treinamentos,
localizado na zona leste de São Paulo. O único gasto foi para adquirir
dez câmeras que gravam detalhadamente cada movimento dos atletas em
tratamento por cerca de R$ 800 mil. O cálculo é de que o laboratório
ultrapasse o valor de R$ 2 milhões. Porto e Real Madrid possuem
estrutura semelhante. No
Brasil, só no Corinthians é encontrado.
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