"Era o escolhido para lugar de Kimi", revela Montezemolo, sobre Bianchi

Os rumores sobre a ida de Valtteri Bottas para a Ferrari, que agitam o mercado da Fórmula 1 atualmente, poderiam nem ter começado, caso não tivesse ocorrido o acidente com Jules Bianchi no GP do Japão, em outubro de 2014. Luca di Montezemolo, presidente da escuderia italiana até o ano passado, revela que o francês, que morreu na última sexta-feira, era o escolhido da cúpula de Maranello para assumir a vaga de titular assim que se encerrasse o vínculo de Kimi Raikkonen, previsto para o fim deste ano.
- Jules Bianchi era um de nós, era um membro da família Ferrari e era o piloto escolhido para o futuro, uma vez que a colaboração de Raikkonen terminasse. Ele era de primeira classe, veloz, reservado, educado, promissor e muito ligado à Ferrari – revelou Montezemolo em entrevista à "Sky Sports Italia".
Ferrari homenagem a Jules Bianchi GP Russia (Foto: Getty Images)Ferrari fez homenagem a Jules Bianchi na Rússia, uma corrida depois de acidente no Japão (Foto: Getty Images)
 
Nascido em Nice, em 1989, Bianchi foi campeão da Fórmula Renault francesa em 2007 e terceiro colocado da F-3 europeia no ano seguinte, chamando a atenção da Ferrari, que o convidou para fazer parte de sua Academia de Pilotos em 2009. Nesse mesmo ano ele faturou o título da F-3 e ainda teve sua primeira experiência com um F-1 ao participar do teste de jovens pilotos. Em 2011, foi anunciado como piloto reserva da equipe. Simultaneamente, ele disputava campeonatos de base, como GP2 (vice em 2011) e F-Renault 3.5 (vice em 2012). Destacando-se nas categorias de acesso, o francês estava sendo preparado para assumir uma vaga de titular na equipe do Cavalinho Rampante. E em 2013, teve a chance de estrear na F-1 pela Marussia, através da própria Ferrari, que fornecia motores para o pequeno time. Montezemolo falou da relação de Bianchi com a tradicional escuderia. 
- Ainda me lembro de quando ele, ainda adolescente, chegou a Maranello. Ele foi dando um passo de cada vez conosco rumo a estreia na F-1, com a Marussia, também por meio da Ferrari. Nós nos importávamos muito com esse menino, que já mostrava imenso talento. Nós queríamos que ele crescesse em nosso time e, por isso, o colocamos na Academia da Ferrari em 2009. E ele impressionou os engenheiros – contou.


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