Sem grana e prazo: crise econômica estagna construção do "Cata-Vento"
Há um ano, um clube que disputava a modesta Série C do Campeonato
Carioca atraía todos os tipos de holofotes por conta de um projeto
futurista - e por que não ousado? - de uma arena com capacidade para 43
mil pessoas. Não só o mostrou no papel: também deu início às obras
imediatamente e prometeu entregar o badalado "Estádio Cata-Vento" em
2017. Os "ventos", no entanto, não vieram na direção prevista pelo
Gonçalense. A crise financeira no país e os escândalos de corrupção na
Petrobras afetaram diretamente a agremiação, cujo patrocinador master é
um gigante da construção civil (a Macro Action Construtora). O resultado
foi a paralisação dos trabalhos por cerca de oito meses e a indefinição
do prazo para a entrega do Catarinão.
Projeto que foi apresentado no ano passado chamou atenção pela ousadia e traços futuristas (Foto: Divulgação)
Desde
novembro do ano passado, as máquinas já não circulam no local com tanta
frequência - algumas até permanecem por lá, realizando outros serviços
pequenos, como o erguimento dos vestiários e retoques nos alojamentos
dos atletas. As obras da construção do estádio, em si, é que estão
estagnadas. Proprietário da empresa patrocinadora e presidente do clube,
Joacir Thomaz explica que os trabalhos estão sendo retomados aos poucos
e que não desistiu da arena "Cata-Vento".

