Focus prevê Selic a 14,5% e inflação a 9% em 2015

As previsões da economia brasileira em 2015 estão ficando piores a medida que nos aproximamos do final do ano. A taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) voltou a ter sua perspectiva elevada por economistas de instituições financeiras para este ano. Segundo uma pesquisa do Banco Central, a Focus, divulgada nesta segunda-feira (30), especialistas afirmaram que a taxa básica de juros ficará em 14,50% no final de 2015. A previsão anterior era de 14,25%.
Os analistas também estão certos de que na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), em julho, haverá um aumento de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, que atualmente está em 13,75%. Já para o final de 2016, a expectativa é que a Selic fique em 12%. Esta é a mesma perspectiva anterior sobre a taxa.
A inflação, que também está incomodando a economia brasileira teve sua projeção elevada. A expectativa de inflação para o ano de 2015 é de 9%, segundo a pesquisa Focus do Banco Central. Sendo assim, a pesquisa apontou uma piora neste cenário pela 11ª semana seguida.
Já a previsão do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) para o final do próximo ano é de 4,5%. O Banco Central se comprometeu em manter este número. Para isso, deverá ocorrer um aperto mais duro e significativo nos juros. Este número é resultado de uma leve diminuição da previsão passada do órgão monetário. No entanto, a pesquisa Focus mostra que a perspectiva do IPCA para os economistas entrevistados é de 5,50% no final de 2016.
A taxa Selic é o principal índice pelo qual as taxas de juros cobradas pelos bancos que atuam no Brasil se baseiam. A taxa é utilizada pelo Banco Central para atingir metas das taxas de juros que são estabelecidas pelo Copom. A Selic é obtida pelo cálculo da taxa média ponderada e ajustada das transações de financiamento por um dia, lastreadas em títulos públicos e cursadas e câmaras de compensação e liquidação de ativou ou no referido sistema.
O IPCA é calculado desde 1980 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ele reflete o custo de vida para famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. Para chegar a um valor, a pesquisa é realizada em nove regiões metropolitanas brasileiras: São Paulo. Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre, Belém, Salvador, Curitiba e Fortaleza. Outros dois municípios, Brasília e Goiânia, também são incluídos na pesquisa.
