Sudo e gerenciador de boot no Ubuntu
Um
detalhe sobre o qual você já deve ter ouvido falar dezenas de vezes,
mas que de qualquer forma não posso deixar de comentar, é que o Ubuntu
utiliza o sudo para a execução de programas como root. Em vez de
usar o su ou o sux para se logar como root ao executar comandos
administrativos, você simplesmente adiciona um "sudo" no início do
comando para executá-lo como root, como em "sudo nautilus".
A
senha que é solicitada é a sua própria senha de usuário, apenas uma
precaução contra a possibilidade de alguém executar comandos na sua
máquina aproveitando-se da sua ausência.
Por
padrão, a conta de root vem desabilitada, uma medida para incentivar o
uso do sudo. Entretanto, nada impede que você defina uma senha de root
manualmente e passe a utilizar a conta quando necessário, da mesma
maneira que em outras distribuições. Para isso, basta usar o comando "sudo passwd" a qualquer tempo.
Se
preferir que o sudo não peça a sua senha de usuário ao executar
comandos (como ao executar o sistema a partir do live-CD), edite o
arquivo "/etc/sudoers" e substitua a linha "%admin ALL=(ALL) ALL" por:
%admin ALL=NOPASSWD: ALL
O
"%admin" indica que todos os usuários que fizerem parte do grupo
"admin" (que originalmente inclui apenas o usuário criado durante a
instalação) poderão usar o sudo. Você pode também especificar o login
diretamente, como em:
gdh ALL=NOPASSWD: ALL
De
volta à instalação, depois da definição das senhas, é mostrada uma
opção de importar configurações a partir do Windows ou de outras
distribuições que estejam presentes no HD. A importação resulta em uma
mistura entre as configurações padrão do Ubuntu e do sistema anterior,
com resultados variados. Você pode experimentar importar uma vez e, se
não gostar do resultado, repetir a instalação, desativando a opção.
Outra opção é simplesmente portar seus
dados manualmente: todos os aplicativos salvam seus dados e
configurações em pastas ocultas do seu diretório home, que você pode
migrar de uma instalação para a outra. A principal dica é sempre
atribuir a posse dos arquivos para o seu login atual depois de fazer a
cópia, certificando-se de que realmente terá permissão para acessar os
arquivos. Use o "chown -R login:grupo /home/login" (como root) para
ajustar de uma vez as permissões de todos os arquivos colocados dentro
do home, como em:
# chown -R gdh:gdh /home/gdh
Em
seguida você tem a tela "Pronto para instalar", que exibe um resumo da
instalação. Clicando no "avançado" você tem acesso à configuração do
gerenciador de boot, onde pode orientar o instalador a gravá-lo na
partição (de maneira a não subscrever o gerenciador de boot atual). Por
default, o Ubuntu instala o grub na MBR e adiciona outros sistemas
operacionais instalados ao menu de boot.
Como em outros live-CDs, o sistema
continua funcional durante a instalação, permitindo que você navegue ou
jogue algum dos games pré-instalados para matar o tempo.
A menos que você esteja instalando a
partir do DVD, o instalador tentará baixar os pacotes de tradução no
final da instalação, o que exige uma conexão com a web já configurada.
Naturalmente, a instalação não para se não for possível fazer o
download, mas você ficará com uma localização incompleta do sistema e
receberá um aviso no próximo boot:
Você pode instalar os pacotes posteriormente através do "Sistema > Administração > Suporte a Idiomas".
Fonte: hardware.com.br

