Na tela do cinema, jogadores revivem momentos e se inspiram para 2016
Aos pouquinhos, a fila da pipoca ia ganhando corpo. Serginho já havia
passado por lá antes de todos e se preparava para ver parte de sua
história ser contada numa tela de cinema. Fabi chegava um pouco depois,
repetindo "não posso chorar". Já sabia que seria difícil não se
emocionar ao rever momentos de quando ainda atendia por líbero da
seleção. A sala estava liberada, as luzes apagadas, o documentário
"Ouro, Suor e Lágrimas" ia começar. Sessão fechada, numa manhã de
segunda-feira, antes da reapresentação para mais uma semana puxada de
treinos em Saquarema.
Serginho & Cia. antes da sessão fechada para as seleções (Foto: Divulgação / CBV)
O
trabalho para registrar a década de ouro do vôlei brasileiro durou seis
anos. Imagens das conquistas do ouro olímpico em Atenas 2004, dos
Mundiais e das Ligas Mundiais, depoimentos relembrando o que fez aquela
equipe ser imbatível são intercalados com os bastidores da preparação
para os Jogos de Londres 2012. O convívio no CT, a dedicação, a dor, o
sentimento de família, a descontração, o comprometimento, o desejo de
superar limites, os "segredos" para que o país consiga se manter sempre
no pódio também são mostrados. O período de certezas vivido pelo time de
Bernardinho, enquanto o de José
Roberto Guimarães convivia com derrotas incômodas; o 24/19 e o revés
para a Rússia nas
semifinais de Atenas; o sentimento de Mari após aquele jogo; as
impressões de Fernanda Venturini e os treinadores sobre o episódio que
gerou
rusgas entre eles; os motivos que levaram o ex-presidente da
Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça, a escolher os dois
comandantes. Está tudo lá. O lançamento nacional será no dia 6 de
agosto.
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