Em crise financeira, Timão aproveita apenas 20% de sua base campeã
Nos últimos 11 anos, o Corinthians teve 73 jogadores atuando em
finais da Copa São Paulo, maior competição brasileira para as categorias
de base – cinco títulos, um vice-campeonato.
É raro, porém, esse aproveitamento se traduzir na formação de grandes valores para a equipe profissional. A venda quase consumada do meia Matheus Cassini para o Palermo, da Itália, é mais um indicativo de como o clube vê suas equipes menores há anos.
Desde 2004, quando o Corinthians venceu o São Paulo na final da Copinha, foi comum ver jogadores da base promovidos à equipe de cima. Isso não significa que houve espaço para a garotada. Dos 73 nomes revelados nas decisões do torneio, apenas 15 tiveram mais de 30 partidas pelo clube – pouco mais de 20% do total (veja quadro abaixo).
O último deles é o atacante Malcom, vice-campeão ano passado, que ganhou moral sob o comando de Mano Menezes. Com Tite, porém, perdeu espaço. O atual treinador também aproveitou muito pouco os garotos campeões da Copinha em 2015 – inclusive Cassini.
Tite é um dos responsáveis pelo atual momento das promessas. Acostumado a confiar em jogadores mais experientes, o técnico foi até alertado sobre o tema quando contratado novamente pelo clube, em dezembro. A ideia era de que ele se apegasse menos aos veteranos e tivesse mais diálogo com as categorias de base. Para tentar alinhar os dois departamentos, o ex-lateral Alessandro foi alçado à função de coordenador técnico no fim de 2013.
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É raro, porém, esse aproveitamento se traduzir na formação de grandes valores para a equipe profissional. A venda quase consumada do meia Matheus Cassini para o Palermo, da Itália, é mais um indicativo de como o clube vê suas equipes menores há anos.
Desde 2004, quando o Corinthians venceu o São Paulo na final da Copinha, foi comum ver jogadores da base promovidos à equipe de cima. Isso não significa que houve espaço para a garotada. Dos 73 nomes revelados nas decisões do torneio, apenas 15 tiveram mais de 30 partidas pelo clube – pouco mais de 20% do total (veja quadro abaixo).
O último deles é o atacante Malcom, vice-campeão ano passado, que ganhou moral sob o comando de Mano Menezes. Com Tite, porém, perdeu espaço. O atual treinador também aproveitou muito pouco os garotos campeões da Copinha em 2015 – inclusive Cassini.
Tite é um dos responsáveis pelo atual momento das promessas. Acostumado a confiar em jogadores mais experientes, o técnico foi até alertado sobre o tema quando contratado novamente pelo clube, em dezembro. A ideia era de que ele se apegasse menos aos veteranos e tivesse mais diálogo com as categorias de base. Para tentar alinhar os dois departamentos, o ex-lateral Alessandro foi alçado à função de coordenador técnico no fim de 2013.
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