De "novo Raí" a candidato a algoz, meia do RB Brasil revê o São Paulo
Allan Dias transbordava empolgação naquele domingo de manhã. Era 4 de dezembro de 2006, última rodada do Campeonato Brasileiro. O garoto fora relacionado pela primeira vez no São Paulo, já campeão, e ficaria no banco contra o Paraná, em jogo que nada valia para o Tricolor e muito para o jovem de 18 anos. Na hora do café da manhã, ele pega o elevador, que desce alguns andares e para. Abre a porta. Rogério Ceni entra.
A euforia dá lugar à timidez. O jovem perto de sua primeira partida dá de cara com o ídolo maior do clube, capitão e cujo nome é até sinônimo de São Paulo. Não há o que dizer. Tem muito a dizer. Vai falar. Melhor não. A voz embarga. As pernas tremem. Até que Ceni decide quebrar o gelo naqueles longos segundos presos.
– Está preparado, né?
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