PT inicia ofensiva contra financiamento privado de campanha eleitoral
Deputados do PT e aliados de esquerda deflagram, a partir desta semana, uma ofensiva contra a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de dar celeridade à tramitação de uma reforma política que, entre outros pontos, torna constitucional o financiamento de campanhas eleitorais por empresas — que estava prestes a ser derrubada pelo Supremo Tribunal Federal.
A ideia é mobilizar a sociedade contra a doação empresarial às campanhas e cobrar amplo debate sobre o tema na comissão especial da reforma política. Na próxima quarta-feira, os deputados apoiarão o ato, convocado por entidades da sociedade civil, para relançar a proposta de reforma política que tem o apoio de mais de 100 entidades da sociedade civil, encabeçada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).
— O eixo principal dessa proposta é vedação do financiamento de empresas. Nós apoiamos essa proposta e queremos debater isso com a sociedade. Vamos nos concentrar no veto ao financiamento de empresarial, isso todo mundo entende — afirma a líder do PC do B na Câmara, Jandira Feghali (RJ).
No ato, os presidentes da CNBB, cardeal Dom Damasceno e da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coelho, irão reforçar a importância da projeto de reforma política do movimento Eleições Limpas e intenção de dar andamento à coleta de 1,5 milhão de assinaturas de eleitores para fortalecê-lo. Também serão anunciados um conjunto de iniciativas na defesa do fim da doação empresarial às campanhas eleitorais.
— A celeridade é do povo. Vamos mostrar que é inaceitável uma reforma política que coloque na Constituição a doação de empresas. A questão do financiamento está relacionada com as denúncias (de corrupção) que estão aparecendo — disse Aldo Arantes, representante da OAB.
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