Imprensa traz detalhes picantes das relações sexuais de Strauss-Kahn com prostitutas


A imprensa francesa publica nesta quarta-feira (11) diversos trechos do primeiro depoimento do ex-diretor gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao Tribunal de Lille, onde é julgado por proxenetismo com agravante de grupo organizado, com mais 13 acusados. O depoimento de Dominique Strauss-Kahn na frente de suas ex-parceiras sexuais na sala de audiência rendeu detalhes picantes dos encontros sexuais que alimentaram várias páginas dos principais jornais do país.

Libération dedica uma página para contar como foi o "cara a cara" do ex-chefão do FMI com uma das prostitutas com quem teve uma relação sexual no hotel Murano de Paris, em 2010. O jornal reproduz o relato da jovem que disse ter sido contratada com outras três garotas para satisfazer Strauss-Kahn.

Durante o encontro, definido como brutal, ela relatou ter sido obrigada a fazer sexo anal. A jovem teria indicado ao seu cliente que a prática provocava muita dor, mas Strauss Kahn teria ignorado sua atitude. O francês respondeu que teve uma outra interpretação do ato. "Não tive a mesma impressão que ela", foi a frase dita por ele e que virou o título da reportagem do Libération.

O diário Le Figaro diz que Strauss Kahn tem na libertinagem sua única arma de defesa. No Tribunal de Lille, ele mantém o mesmo discurso, ou seja, de que não sabia que as mulheres eram prostitutas. Mas uma delas retrucou, dizendo que Strauss Kahn não podia ignorar esse fato.

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