Era do iPad cria rivalidade para revistas em aviões
A era do iPad está fazendo estragos nos bolsões dos encostos dos aviões.
Como os passageiros já não são sempre obrigados a desligar os celulares e tablets durante a decolagem e a aterrissagem, eles ficam mais do que nunca grudados nos aparelhos eletrônicos, com pouco tempo de inatividade para folhear uma revista.
Da American Airlines Group Inc. à Air France-KLM Group, as companhias aéreas disputam a atenção fugaz de centenas de milhares de passageiros, por isso elas estão recorrendo a escritores como o romancista Dana Vachon e o crítico musical do New Yorker Sasha Frere-Jones para escrever artigos, produzindo coberturas fotográficas brilhantes e lançando edições digitais.
Independentemente do formato, as revistas são um modo de desenvolver a marca de uma companhia aérea – e a receita com publicidade também ajuda.
“As revistas de bordo são dinossauros vivos impressos”, disse René Steinhaus, especialista em aviação da empresa de consultoria A.T. Kearney em Berlim.
“Apesar de muitos veículos impressos terem desaparecido nos últimos anos, as revistas de bordo continuam ‘vivas’. Elas são um fenômeno”.
O desafio é fazer com que as publicações sejam atraentes e divertidas para que os passageiros cheguem a abri-las. Isso significa atrair gente como Paige Wilson.
Em seus dois voos semanais entre Nova York e Boston a trabalho, ao longo dos quatro últimos meses, Wilson, 23, disse que às vezes folheia as revistas de bordo, geralmente enquanto está comendo um bagel antes de ligar seu próprio aparelho eletrônico para avançar com o trabalho de sua empresa de consultoria.
Alcance enorme
“Durante o voo propriamente dito, geralmente fico com meu tablet e meu laptop”, disse Wilson, em entrevista por telefone. “Eles têm sido minha principal distração”.
Em teoria, os passageiros de empresas aéreas, que passam várias horas seguidas em um avião, representam um público rentável para os anunciantes, disse Steinhaus.
“Se uma companhia aérea grande tiver 100 milhões de clientes por ano e apenas 10 por cento lerem a revista, são 10 milhões de clientes para um anunciante. Esse é um alcance enorme”, disse Steinhaus em entrevista por telefone.
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