Billings é alternativa para a crise de água
Com cerca de 600 bilhões de litros de água armazenada, cerca de 57% de sua capacidade, a Billings é apontada hoje como a salvação para a crise hídrica instalada no Estado. Isso porque a represa tem capacidade superior ao Cantareira, antes responsável pelo abastecimento de 9 milhões de pessoas na Região Metropolitana. A principal dificuldade, no entanto, é a necessidade de se recuperar o manancial, que vem sendo castigado ao longo dos anos com o descarte de esgoto e poluentes.
Devido às constantes baixas em seu nível desde o início do colapso hídrico, o Cantareira opera com 6,9% de sua capacidade, já considerando a segunda parcela da reserva técnica. O sistema abastece hoje 6,2 milhões de pessoas. Já a Billings, localizada entre a Zona Sul da Capital e cinco cidades da região: Santo André, São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, tem dez vezes mais volume em seus 127 km². Estudo publicado em 2002 pelo Instituto Socioambiental apontou a capacidade de a represa abastecer até 4,5 milhões de pessoas, considerando sua vazão natural de 14 m³/s.
Atualmente, são captados 7,7 m³/s de água da represa para consumo humano, sendo 5,5 m³/s do braço Rio Grande desde 1958 (usada por 1,2 milhão de pessoas de São Bernardo, Diadema e parte de Santo André) e 2,19 m³/s do braço Taquacetuba desde 2000 (água que é transferida para o Guarapiranga e colabora para o abastecimento de 1,1 milhão de pessoas). Além disso, ao menos outros 6 m³/s de água são retirados da Billings diariamente para produção de energia elétrica na Usina Henry Borden, em Cubatão.
Leia a matéria completa no Yahoo!

