'Refém' de contrato, Grêmio diz que situação de Kleber Gladiador é um 'troço estúpido'

Em reunião com o presidente eleito da CBF, Marco Polo Del Nero, na segunda-feira, Romildo Bolzan Jr, do Grêmio, defendeu mudanças profundas na Lei Pelé. Um dos principais motivos treina separadamente, diariamente, no CT Luiz Carvalho, em Porto Alegre, e atende pelo nome de Kleber Gladiador.

Segundo cálculos da diretoria, com um salário mensal de R$ 630 mil, o clube terá de desembolsar cerca de R$ 15 milhões até que o contrato do atacante se encerre no fim de 2016.

O tricolor gaúcho se considera refém do ex-palmeirense nesse momento.

A situação é classificada por Romildo como "estúpida".

Não só a de Kleber como a de outros atletas com vencimentos elevados que se encontram fora dos planos, mas que se mantêm ligados à equipe por contrato, caso do volante Edinho.

O assunto foi colocado na mesa em discussão com Del Nero sobre a proibição de investidores no futebol brasileiro.

"É extremamente difícil. Não existe empregado mais bem assistido no Brasil que jogador, é empresário, investidor, assessor, tem direito a isso, aquilo. Acredito que essas cláusulas indenizatórias e demais pontos devem ser todos rediscutidos. É uma situação constrangedora. Kleber e Edinho não estão nos planos, mas temos que segurar. É um troço estúpido. Não digo exatamente por eles, mas pela conjuntura em geral. Passou da hora (da Lei Pelé) ser revisada e vermos um meio termo. Com a saída do investidor, o clube não vai suportar sozinho", afirmou Bolzan ao ESPN.com.br.


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