Penalty reprova leilão do São Paulo entre Under Armour e Puma e ameaça processo


Em agosto fechado com a Puma, em dezembro fechado com a Under Armour, o São Paulo comprou uma briga com a Penalty, com quem tem contrato vigente até dezembro de 2015 e até agora nenhum acordo para rescisão amigável antes disso, que deve acabar na Justiça. Ao blog, um executivo da fabricante de materiais esportivos disse que a empresa “irá tomar ações jurídicas cabíveis” caso o clube concretize o plano de trocá-la por uma concorrente antes do término do contrato.

- Não dá mais para conversar com o São Paulo amigavelmente, diretamente. Agora vai ser de jurídico para jurídico, porque não existe mais o mínimo respeito – afirma este executivo.

Notícias de que o São Paulo substituirá a Penalty causam dois estragos na fornecedora: um em imagem, outro em vendas. Em primeiro lugar, a marca da fabricante é arranhada toda vez que uma concorrente aparece para tomar seu lugar. Em segundo, as vendas de materiais esportivos despencaram, pois torcedores aguardam a chegada da fornecedora seguinte para comprar a camisa mais recente possível. Hoje as vendas estão entre 15% e 20% da média mensal que a empresa tinha – se hipoteticamente o time comercializava 100 mil camisas tricolores por mês, hoje consegue apenas de 15 mil a 20 mil.

O São Paulo já dá como certa a troca pela Under Armour em maio do ano que vem, no início do Campeonato Brasileiro, mas ainda não avisou a Penalty sobre como irá romper o contrato válido até dezembro de 2015. Amigavelmente não haverá acordo, porque não interessa à empresa desistir da multa rescisória. Já a multa – com valor “significativo”, segundo este executivo da Penalty – pode ser paga pela nova fornecedora ou arcada pelo próprio clube, mas ambas opções são improváveis. O terceiro caminho seria a rescisão unilateral do contrato por parte do São Paulo, mas a Penalty crê estar resguardada.

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