Pedaços do Muro de Berlim estão por todo mundo como símbolos da liberdade


De Seul ao Vaticano, do arquipélago de Tonga até Los Angeles, pedaços do Muro de Berlim, geralmente pichados, estão espalhados por todo o mundo, como pedaços de um símbolo paradoxal de liberdade, 25 anos após a sua derrubada.

"O muro ainda estará de pé daqui a 50 ou 100 anos", havia declarado em janeiro de 1989 o líder da Alemanha Oriental, Erich Honecker.

Dez meses mais tarde, a República Democrática da Alemanha derrubava o "Muro de proteção antifascista" que aprisionou seus cidadãos desde 1961, e os "pica-paus" humanos começavam a sua obra de destruição a golpes de martelo e outros objetos.

Em 1990, a RDA agonizante organizava leilões para vender seus pedaços.

Em Berlim, "o anseio pela liberdade, a democracia e a unidade era tão forte que era preciso fazer desaparecer todos os vestígios que faziam lembrar esta terrível história", explica Anna Kaminsky, diretora de uma obra coletiva de fotografias sobre "O Muro de Berlim no Mundo".

Na verdade, foram necessários 15 anos para que o governo regional apresentasse um conceito global para proteger o que ainda poderia restar da construção, como um testemunho para as gerações futuras.

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