Palmeiras reage sem Gareca, mas ainda paga preço da era argentina


Após demitir o técnico Gilson Kleina depois da derrota para o Sampaio Corrêa, pela Copa do Brasil, em maio, a diretoria palmeirense trabalhou com calma na busca por um novo treinador. Deixou o time na mão do interino Alberto Valentim enquanto entrevistava candidatos ao cargo. Nesse processo, escolheu um nome novo: Ricardo Gareca, argentino, com passagem notável pelo Vélez Sarsfield. Uma aposta elogiada, mas que se revelou de alto preço - pelo qual o clube ainda não se livrou de pagar, até, com novo rebaixamento.

A péssima campanha do time sob o comando de Gareca no Brasileiro deixou uma pesada herança para o sucessor, Dorival Júnior, que recebeu a equipe seriamente ameaçada pela degola. Em nove partidas sob direção estrangeira, o Palmeiras conquistou míseros quatro pontos – aproveitamento de 14,8% que derrubou a equipe da 13ª posição para a 16ª, com uma passagem pela lanterna na 16ª rodada.


O lamento alviverde com os números do argentino aumenta ao compará-los aos dos outros treinadores que sentaram no banco do time neste torneio. Excluídos os jogos de Gareca, o Palmeiras conquistou 52,6% dos pontos disputados, o que o colocaria hoje na sétima colocação, patamar bem mais confortável do que o atual – 12º, com 34 pontos, quatro acima do Bahia, o 17º e primeiro do Z-4.

Kleina fez só três jogos no Nacional antes de cair: venceu um e perdeu os outros dois. Com o interino Valentim, melhora considerável com três triunfos e um empate em seis partidas. Dorival agora comanda uma reação, apesar do histórico tropeço na goleada de 6 a 0 sofrida para o Goiás. O atual comandante, após a vitória sobre o Grêmio, no último sábado, no Pacaembu, por 2 a 1, alcançou aproveitamento de 56,6%, melhor que os dos outros colegas até aqui.

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