Dani Alves se defende: "Após Pelé, sou o brasileiro com mais títulos"
Após oito anos como intocável na seleção brasileira e sete como titular do Barcelona, Daniel Alves vive seu momento mais delicado das últimas temporadas. Aos 31 anos, o baiano já não conta com o mesmo prestígio de outrora. No Brasil e na Espanha. O lateral ainda não foi chamado por Dunga e esteve na lista de negociáveis do clube catalão. Com o fechamento da janela de transferências, no entanto, ele permaneceu na Catalunha e se diz pronto para cumprir seu último ano de contrato.
O futuro ainda é incerto. Daniel admite que a vontade é seguir no clube catalão, mas a decisão está nas mãos da diretoria culé. Enquanto isso, o brasileiro segue tentando provar - com a bola e com as palavras - que ainda pode ser útil. O lateral diz não entender as dúvidas em relação a seu futebol – especialmente no Brasil – e cita seu passado de conquistas e feitos para se defender.
- Você sabe por que eu estava tão feliz naquele dia? (quando deu a assistência para o 400º gol de Messi, contra o Granada). Porque o futebol e o jornalismo não têm memória. Mas se você olhar para trás para ver o que foi publicado, verá que eu sou o jogador que mais deu assistências para o Messi no Barcelona. Isso é história. No gol 400, o passe foi meu. No primeiro título Mundial do Barcelona, o passe para o gol decisivo do Messi foi meu. As pessoas não lembram, mas guardo o meu álbum pessoal. Quando eu me aposentar, será dito que o Messi foi o maior do futebol. E quem deu os passes para ele? Dani. Lá estará o meu nome. No Brasil, por exemplo, às vezes me elogiam, às vezes, não. Mas depois do Pelé, sou o brasileiro que tem mais títulos. E sou sempre colocado em dúvida. É uma coisa de louco ... Ou será que eu sou muito sortudo - disse Daniel Alves, em longa entrevista ao jornal espanhol "La Vanguardia".
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