Centenas de americanos renunciam à cidadania por entrada em vigor de lei fiscal
O número de pessoas que desistiram da sua nacionalidade nas embaixadas dos EUA subiu para 776 no terceiro trimestre, na comparação com 560 no mesmo período do ano passado, segundo dados publicados no dia 25 de outubro pelo Serviço de Receita Interna dos EUA.
Regras mais rígidas para a declaração de ativos, que entraram em vigor no dia 1 de julho sob a Foreign Account Tax Compliance Act (FATCA), levaram uma maior parte dos 6 milhões de americanos que segundo estimações moram fora do país a desistirem de seus passaportes. O atrativo da cidadania americana para os expatriados diminuiu ainda mais porque mais de cem bancos suíços começaram a entregar dados sobre clientes americanos para evitar serem processados por ajudar sonegadores de impostos.
Os EUA, o único país da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico que cobra impostos de seus cidadãos independentemente de onde eles moram, intensificou a busca de sonegadores de impostos depois que o UBS AG pagou uma multa de US$ 780 milhões em 2009 e entregou dados sobre cerca de 4.700 contas. Evitados pelos bancos suíços e alemães e diante da entrada em vigor da FATCA, mais de 9.000 americanos que moram no exterior abriram mão de seus passaportes nos últimos cinco anos.
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