Força africana é acusada de estuprar e explorar mulheres na Somália
(MSN) Soldados da força da União Africana na Somália (Amisom), financiada pela ONU, estupraram mulheres e trocaram ajuda humanitária por sexo em suas bases em Mogadíscio, denunciou nesta segunda-feira um relatório da Human Rights Watch (HRW).
"Os soldados da União Africana, servindo-se de intermediários somalis, utilizaram uma variedade de táticas, como ajuda humanitária, para obrigar mulheres e crianças vulneráveis a realizar atividades sexuais", detalhou a HRW.
"Estupraram e agrediram sexualmente mulheres que foram buscar ajuda médica ou água nas bases da Amisom", acrescenta o documento, que afirma que os soldados "deram comida e dinheiro em uma tentativa aparente de fazer o abuso se passar por uma transação sexual".
A Amisom afirmou que estes são incidentes isolados e classificou o relatório de injusto, embora tenha afirmado que tomará medidas a respeito.
Esta força da União Africana conta com 22.000 soldados de seis nações (Uganda, Burundi, Quênia, Etiópia, Djibuti, Serra Leoa) e desde 2007 luta junto às tropas governamentais contra os insurgentes islamitas shebab, vinculados à Al-Qaeda.
Além da ONU, é financiada por União Europeia, Estados Unidos e Grã-Bretanha, entre outros.
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