Estado Islâmico teria usado crianças em vários atentados suicidas
Cerca de 700 crianças foram mortas ou sofreram mutilações no Iraque desde o início deste ano, muitas delas usadas em atentados suicidas pelos jihadistas do Estado Islâmico (EI), informou nesta segunda-feira Leila Zerrougui, representante especial da ONU para a infância e conflitos armados.
"Os jihadistas usam crianças em idades que dificilmente chegam a 13 anos para levar armas, manter lugares estratégicos e prender civis (...) Outras crianças participam de ataques suicidas", afirmou Zerrougui em uma sessão do Conselho de Segurança para tratar do tema.
Zerrougui também citou o recrutamento de crianças-soldado pelas milícias aliadas ao governo iraquiano, acusando também o governo iraquiano de prender inúmeras crianças sem motivos claros.
"Estou consternada com o desprezo total pela vida humana demonstrado pelo Estado Islâmico durante seu rápido avanço na Síria e no Iraque", destacou ainda.
Em Genebra, o alto comissário para direitos humanos da ONU, o jordaniano Zeid Ra'ad al-Hussein, também denunciou as barbaridades cometidas pelos ultra-radicais do Estado Inslâmico. Em seu discurso inaugural, Hussein afirmou que os combatentes jihadistas querem criar um mundo sanguinário.
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