Médico americano infetado com ébola tem alta hospitalar
Expresso - O médico norte-americano, Kent Brantly, que contraiu o vírus do ébola enquanto trabalhava contra a sua propagação na África ocidental, terá alta esta quinta-feira, depois de ter recebido tratamento com um medicamento experimental. A notícia foi avançada por Vince Dollard, porta-voz do Hospital Universitário de Emory, em Atlanta.
Os responsáveis médicos encarregues do caso revelaram que as análises ao sangue de Kent Brantly confirmaram que o seu sangue está limpo, sem vestígios do vírus. Apesar de tudo, pesquisas da Organização Mundial de Saúde indicam que existe a possibilidade de que o ébola ainda permaneça no seu sémen durante três meses.
Tanto Brantly como Nancy Writebol, a outra cidadã norte-americana que foi trazida de África depois de ter sido infectada com o vírus, foram tratados com um medicamento experimental, o ZMapp. Para além disso, foram-lhes administrados os cuidados possíveis para quem sofre com o ébola: hidratação, monitorização dos sinais vitais e repostas a possíveis crises desencadeadas pelo vírus.
A empresa que produz o ZMapp, a Mapp Biopharmaceuticals informou, através do site, ter esgotado o seu stock, que providencxciou "sem custos" a todos aqueles que o requereram, com "uma autorização legal". Também o Canadá enviou entre 800 e 1000 vacinas experimentais no combate ao ébola - a VSV-EBOV - para a Libéria.
Este surto do vírus do ébola, cujo paciente zero se pensa ter sido um bebé de dois anos natural da Guiné-Bissau, já matou 1,350 pessoas.
As mulheres são as maiores vítimas
Declarações recentes, dadas por Julia Duncan-Cassell, ministra liberiana para a Igualdade e o Desenvolvimento, revelam que 75% dos infetados com o vírus do ébola são mulheres. A explicação encontra-se, nas palavras da ministra, pelo facto de serem elas quem cuida da família. "Muitas vezes, quando há uma morte na família, é a mulher que prepara o funeral", explicou Julian Duncan-Cassell.
Para além disso, é socialmente esperado que sejam as mulheres a cuidar dos infetados. São elas as enfermeiras e parteiras, que, por isso, contactam com os fluídos dos infetados com o vírus com muito maior frequência. A solução passa, diz a ministra, por educá-las sobre a doença.
Fonte: Expresso
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