As empresas mais desejadas pelos brasileiros


DM - A pesquisa revela ainda o ranking das dez empresas nas quais os empresários mais sonham trabalhar. O Google ocupa o primeiro lugar pelo segundo ano consecutivo. A preferência se dá porque, na visão dos executivos, a empresa oferece possibilidade de inovação e proporciona aprendizados contínuos. Na sequência, aparecem, em ordem, Petrobras, Natura, Vale, Nestlé, Unilever, Odebrecht, Apple, GE e Volvo. Estreante no ranking e também a primeira companhia do setor automotivo a aparecer nos três anos de realização da pesquisa, a Volvo se destaca por ser referência em seu segmento de atuação e por sua política de remuneração e benefícios.

Quando perguntados sobre as fontes de informação que embasam suas escolhas, os executivos consideram a exposição dessas empresas na mídia (13%) e, principalmente, a imagem que passam por meio da boa qualidade de seus produtos ou serviços (24%) e/ou por meio de pessoas que trabalham ou já trabalharam nelas (23%). A pesquisa ouviu, em sua maioria, homens com idades entre 34 e 49 anos, que atuam em empresas privadas de grande porte e estão no cargo há pelo menos um ano.

Insatisfação

O estudo traz também algumas revelações sobre as expectativas de carreira dos executivos brasileiros. Quase a metade dos participantes da pesquisa aponta ter alguma insatisfação com o atual emprego. Dezenove por cento deles querem sair da ocupação atual "o mais rápido possível" e 22%, em até dois anos. "Essas respostas transparecem a insatisfação desses profissionais perante a pressão por resultados que recebem nas organizações" aponta a presidente da DMRH.



Ainda de acordo com a pesquisa, o alcance das metas é o que eles mais acreditam que as empresas esperam deles, seja na entrega de resultados a qualquer preço (29%), nos resultados por meio de práticas inovadoras (26%) ou nos resultados com práticas éticas (25%). No estudo, os executivos compartilharam também que se sentem desmotivados pelo excesso de burocracia, pelos processos onerosos ou engessados, pela falta de reconhecimento, falta de preparo dos líderes e pelos salários não compatíveis com a função exercida. Para a maioria, as melhores organizações são as que apresentam valores alinhados com os deles, ética nos negócios e oferecem autonomia nas tomadas de decisões, além de um ambiente de trabalho agradável.

Para Cárbio Waqued, especialista em carreira e professor do MBA Executivo em Liderança e Gestão Organizacional do Instituto de Pós-Graduação (Ipog), a insatisfação é resultado da dificuldade de alinhar os objetivos pessoais com os objetivos da empresa. "Por esse confronto, precisa-se de uma válvula de escape", explica o especialista. Waqued acrescenta que, ao não se sentirem satisfeitos na esfera profissional, os executivos – e outros funcionários de uma empresa de qualquer porte – sentem maior necessidade de se satisfazerem em outras esferas, seja com a família, lazer ou outros.

Waqued acredita ainda que o coaching se mostra de extrema importância ao tentar fazer com que os objetivos pessoais e profissionais trabalhem em sinergia em favor da empresa. "Assim, as pessoas estarão mais satisfeitas e mais produtivas." O professor afirma também que o humano precisa ser cada vez mais valorizado dentro das organizações. Waqued é categórico ao dizer que o financeiro e o material são importantes, mas que "sem o humano, empresas não podem se desenvolver."

Fonte: DM


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