6 passos para escolher um bom nobreak para sua empresa
Qualquer rede elétrica está sujeita a queda, falhas e outras complicações relacionadas à qualidade da eletricidade que recebemos. Isso acarreta problemas para todos, mas as empresas precisam tomar cuidados especiais para que eventuais problemas não impactem seus negócios e operações. A utilização de um no-break é a melhor solução para garantir o fornecimento adequado da energia elétrica, mas escolher o aparelho certo nem sempre é uma tarefa simples.
Seguindo estes 7 passos, você estará pronto para escolher o no-break ideal para as necessidades de sua organização:
Passo 1 – Ambiente Monofásico ou Trifásico?
Identifique qual o ambiente de energia será utilizado em seu projeto. Muitas salas de computadores e data centers de pequeno a médio porte possuem cargas monofásicas em rack. Apesar disso, os novos projetos já estão considerando a energia trifásica nos pontos de utilização, a fim de ganhar eficiência e reduzir custos.
Caso o seu projeto seja trifásico, será necessário uma consultoria customizada do fabricante do no-break para dimensionar a solução mais adequada à necessidade de sua empresa. Se a solução de energia a ser utilizada for monofásica, via de regra será necessário responder às perguntas abaixo para um correto dimensionamento. Vale lembrar que este é um guia geral de dimensionamento, particularidades devem ser consideradas e tratadas direto com seu fornecedor.
Passo 2 – Tensão elétrica: 110V ou 220V?
Esta é uma pergunta simples de ser respondida, mas que precisa ser observada na hora de dimensionar seu no-break, pois qualquer não-conformidade neste sentido pode provocar danos, queima das cargas, e até acidentes mais sérios.
Passo 3 – Tipo de montagem: Rack ou Torre?
Se o ambiente em que será implementado o no-break já existe, verifique qual o formato que o no-break deve ter. Se o projeto ainda está em fase de estudos, considere as vantagens de cada formato para depois definir o formato do no-break adequado.
Alguns equipamentos possuem configuração dupla, podendo ser montados tanto no formato rack como torre. Estes equipamentos podem ser uma boa escolha quando não se tem certeza de qual será a configuração, ou quando é possível que haja mudanças neste sentido.
Passo 4 – Capacidade
Liste todos os equipamentos que serão protegidos pelo no-break e identifique suas respectivas cargas. A capacidade do no-break não pode ser inferior à carga total de todos os equipamentos que serão protegidos em sua empresa.
Aqui vale uma dica valiosa: a capacidade do no-break informada é sempre em VA, e a dos equipamentos a serem protegidos é definida em Watts. Portando, é necessário fazer a conversão da capacidade do no-break de VA para Watts. Para realizar essa conversão, multiplique a potência em VA do no-break pelo seu fator de potência. Você terá, então, a capacidade em watts do equipamento.
Para entender de uma forma bem simples a diferença entre Watts e VA, assista a este vídeo:
É recomendável sempre deixar uma margem de segurança de no mínimo 20% da capacidade do no-break. Assim, você estará protegido contra picos no consumo de energia, ou poderá adicionar alguns equipamentos não planejados ao seu ambiente futuramente, além de aumentar a autonomia de seu no-break.
Passo 5 – Autonomia
A autonomia de um no-break é algo bastante variável. Em geral, ela é definida pela quantidade de carga que está sendo protegida pelo no-break. Por exemplo, se o no-break tem capacidade de proteger 900W de carga e esta capacidade está sendo 100% utilizada, a autonomia do equipamento será menor do que se estivesse sendo utilizado uma parte menor de sua capacidade.
De maneira geral, dizemos que a autonomia de um no-break pode variar de alguns minutos a horas, mas isto vai depender de inúmeros fatores, como a tecnologia do no-break, que pode permitir ou não a adição de módulos externos de bateria (EBMs) para aumento da autonomia do sistema.
Para determinar quanto tempo de autonomia você precisa, calcule qual é o tempo suficiente para salvar os dados e desligar adequadamente os sistemas. Para necessidades de autonomia maiores, é recomendado o uso de geradores. Neste caso, leve em consideração qual é o tempo que o gerador leva para estar 100% em funcionamento, já que esta será a autonomia que seu no-break precisa lhe fornecer. Em caso de aplicações em que a solução de energia está integrada ao sistema de TI, a autonomia é calculada com base em quanto tempo é necessário para que o sistema físico ou virtual esteja seguro ou possa ser reiniciado em outra localidade.
Passo 6 – Qual a aplicação ou tipo de carga a ser protegida
Esta é uma questão crítica para o dimensionamento, mas que muitas vezes é negligenciada. Saber qual o tipo de carga a ser protegida pelo equipamento irá determinar qual a tecnologia de no-break pode ser utilizada, e quais as particularidades da solução devem ser levadas em conta. Por exemplo, se o no-break irá proteger apenas um desktop, ele pode utilizar uma tecnologia mais simples, como a Interativa, mas se ele for proteger equipamentos de missão crítica, deve-se utilizar a tecnologia online dupla conversão, que oferece uma confiabilidade maior. Veja no post “Para que serve o no-break” as diferenças entre as tecnologias disponíveis.
Além disso, saber a aplicação a ser protegida é essencial para determinar outras configurações do equipamento, como por exemplo a necessidade de paralelismo ou de gerenciamento.
Fonte: Nobreak

